Day: 7 de junho de 2019

NA ABERTURA DO CBESP, MINISTRO DA EDUCAÇÃO FALA EM CRESCIMENTO E LIBERDADE PARA O SETOR

“O setor da educação superior vai crescer acima da média nos próximos anos se o Brasil der certo”. Foi com essa previsão otimista que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, selou sua participação na 12ª edição do Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP), que começou hoje (6) em Belo Horizonte/MG. O evento é promovido pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular e realizado pela Linha Direta.

A afirmação do ministro tem como base o crescimento econômico que deve ser impulsionado após a aprovação da nova previdência. “A economia do Brasil vai crescer 3% a partir do final deste ano e manter esse índice em 2020”, aposta.

Mais autonomia
Outro ponto que motivou a plateia presente ao Congresso foi o reforço do posicionamento com relação à ampliação da autonomia para o setor. Mantendo a tônica de que o atual governo é “liberal na economia e tradicional nos costumes”, Weintraub ressaltou a relevância do setor particular de educação superior. “O Estado, por meio dos impostos, não tem condições de atender à demanda atual, e terá menos ainda quando o número de interessados aumentar nos próximos anos [resultado do crescimento econômico]”.

Além disso, “qual a razão de criar um monte de regras entre uma pessoa que quer estudar e uma instituição que quer ensinar?”, pontou o ministro. “Esse governo e o Ministério da Educação querem dar liberdade para vocês trabalharem. Suas propostas e projetos são muito bem-vindos”.

A relevância do setor particular também foi ressaltada pelo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Liza Curi, presente à sessão solene de abertura.

Diversidade no contexto da educação
Responsável por abrir e dar a tônica do evento, o secretário executivo do Fórum e diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Celso Niskier, defendeu a importância da educação superior particular como instrumento que livrará o país das amarras do atraso e o conduzirá ao futuro. “Ao escolher inovação, queremos refletir sobre como nossas instituições de educação superior estão se preparando para um contexto cada vez mais volátil, complexo e ambíguo”.

Niskier também enfatizou a importância da diversidade para o desenvolvimento da nação. “A diversidade deve ser uma fonte de prosperidade e nunca de conflito”.

A 12ª edição do Congresso Brasileiro da Educação Superior (CBESP) reúne mais de 500 pessoas entre mantenedores, reitores, especialistas em educação e autoridades governamentais na capital mineira, Belo Horizonte.

Veja a matéria original

Fonte: ABMES

Em MG, MEC defende desburocratização para liberar cursos de Educação Superior

Shismênia Oliveira, do Portal MEC

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou da abertura da 12ª edição do Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular (CBESP), nesta quinta-feira, 6 de junho, em Belo Horizonte (MG).No encontro, o MEC se posicionou favorável a desburocratização do processo de regulação de cursos superiores e ao aprimoramento da qualidade da formação de professores no Brasil.  

Atualmente, uma instituição particular de ensino superior só consegue a liberação de funcionamento do curso depois de passar por várias etapas de consultas e visitas presenciais. A ideia é que o tempo de espera diminua sem interferir no rigor da avaliação da proposta pedagógica, que hoje leva até dois anos.

“Vocês têm que saber que o MEC, nesse governo, quer a liberdade de vocês. Para produzir, para trabalhar, para atingir os seus objetivos. O MEC vai ser aliado nesse processo”, afirmou Weintraub. 

O presidente do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, Celso Nisker, afirmou que as entidades do setor “buscam, permanentemente, o aprimoramento, a modernização e a expansão com qualidade da educação superior. Criamos as condições para um Brasil mais produtivo, mais competitivo e mais justo.”

Nisker ainda prometeu entregar uma proposta ao MEC de melhoria na formação de professores e falou sobre a importância de se investir também na educação básica. “Queremos atuar para a melhoria da educação básica, pois o nosso setor forma mais de 80% dos novos professores. É a partir da inovação dos currículos das licenciaturas que poderá se dar a revolução que o Brasil precisa em suas escolas. É a isso que devemos nos dedicar. Dando esperança a futuras gerações”, concluiu.

Economia – Segundo o presidente do Fórum, são mais de duas mil instituições de ensino superior privadas no país e 6,2 milhões de alunos.  

Ele acredita que formas de crédito estudantil eficientes podem contribuir ainda mais para a procura de cursos superiores. “Financiar a educação superior é gerar mais renda, é recolher mais impostos, é impulsionar a economia, a partir de uma formação de mão de obra mais qualificada”, enfatizou. 

Para o ministro, parte do avanço na educação deve ser estimulada pela economia do país. [A educação superior] vai ter um crescimento bem acima da média no PIB nos próximos anos, caso o Brasil dê certo. A Nova Previdência vai desamarrar esse crescimento” destacou. 

Com o tema “Educação Superior – inovação e diversidade na construção de um Brasil plural”, o Congresso reúne cerca de 400 empresários e docentes que discutem modelos inovadores de gestão da educação superior e as mudanças na forma de ensino.

Também participou da abertura o secretário de Regulação e Supervisão do MEC, Ataíde Alves.

 

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Fonte: portal.mec.gov.br