Day: 8 de julho de 2019

FIES ABRE PRAZO PARA RENOVAÇÃO DE CONTRATOS FIRMADOS A PARTIR DE 2018

O prazo para os estudantes renovarem contratos do Novo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ficará aberto até o dia 31 de agosto. O aditamento deve ser feito pela internet. Ao todo, 128 mil estudantes que contrataram o Fies a partir de janeiro de 2018 devem fazer o procedimento.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, uma das condições para o aditamento é estar com os pagamentos em dia. A não realização do aditamento por três semestres consecutivos pode ocasionar o cancelamento do contrato.

Os estudantes também podem fazer o pedido de suspensão ou encerramento do semestre pelo mesmo sistema. A partir de segunda-feira (8), será possível solicitar a transferência de instituição de ensino.

Caso haja necessidade de alterações no contrato, como a troca de fiador, o estudante deve comparecer a uma agência da Caixa. Nesse caso específico, o estudante deverá comparecer com o novo fiador e apresentar a documentação necessária para assinatura de termo aditivo ao contrato.

Novo Fies 
O novo Fies, lançado no ano passado, tem modalidades de acordo com a renda familiar. A modalidade Fies juro zero é voltada para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é de 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é de R$ 42 mil e é bancado pelo governo.

Além do juro zero, o Novo Fies oferece a modalidade P-Fies para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários mínimos. Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito, que pode ser um banco privado ou fundos constitucionais e de desenvolvimento. O aditamento está aberto apenas para contratos firmados junto à Caixa.

O aditamento dos contratos firmados antes de 2018 seguem cronograma definido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

 
Fonte ABMES

OS FATORES QUE TRANSFORMARAM A CHINA EM UMA POTÊNCIA DA INOVAÇÃO

De olho nos indícios que mostram uma mudança no eixo da inovação, com cada vez mais relevância da China, o Grupo GS&MD Gouvêa de Souza realiza o evento China 360º nesta quarta-feira (03/07). A ideia é mostrar o que há de mais importante acontecendo no país — executivos costumam viajar para o Vale do Silício em busca do que há de mais importante em inovação, mas a China ainda recebe menos atenção.

O evento recebeu empresários que acabaram de retornar de uma expedição à China, que compartilhou alguns dos principais aprendizados da viagem. “Até pouco tempo atrás, nossa principal missão era ficar de olho nos Estados Unidos. Agora, sem dúvidas, é a China”, diz Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral do Grupo GS&MD.

“É uma economia que tem dia e hora para se tornar a maior do mundo. Seu poder de influência transcenderá muito mais do que os brasileiros podem imaginar”, afirma o executivo. Eduardo Yamashita, COO do Grupo GS&MD, em palestra sobre “Ecossistemas de negócios e a transformação do varejo chinês”, alerta: olhar para a China é olhar para o futuro. “É uma amostra que o resto do mundo só deve alcançar em 20 anos”, diz.

Durante a apresentação, Yamashita listou uma série de fatores para justificar o crescimento chinês. In Hsieh, brasileiro filho de chineses e especialista no mercado chinês, também participou da conversa. Veja abaixo alguns dos principais elementos que fizeram do ecossistema do celeiro de unicórnios que se tornou a China.

Urbanização 
De 2003 a 2013, 300 milhões de pessoas se mudaram do campo para as cidades, saltando da pobreza extrema para uma classe com maior poder de consumo.

Escala global e competitividade interna
Há no país uma cultura de competitividade extrema, promovendo a concorrência interna desde o início de um negócio. “Há uma obsessão em crescer e derrotar os rivais do seu setor como nunca antes visto”, diz Yamashita. In Hsieh conta que chegou a pensar em abrir um negócio na terra de seus pais. Mas sua mãe falou: “não faça isso, porque você será engolido”.

Capital
O mercado de venture capital do país cresceu muito nos últimos anos — liderado por fundos norte-americanos, é verdade. Hoje, o país já alcançou os EUA nesse quesito. São US$ 70 bilhões em venture capital. “Até o governo chinês atua como fundo de venture capital no país”, diz Yamashita.

Educação
“Com o objetivo de crescer rápido e globalmente, a China tem investido muito em educação”, diz Yamashita. Segundo o COO, cerca de 7,5 milhões de pessoas se formam por ano no país. A capacitação é chave para que haja mão de obra preparada para trabalhar em carreiras de desenvolvimento.

Internet 
Na China, a revolução digital tomou conta da população. Lá, são 800 milhões de usuários ativos, principalmente no celular. “A população chinesa deu um salto em termos de acesso. Ela pulou o computador e foi direto para o celular”, diz In. Segundo o especialista, foi esse movimento que justificou o crescimento de empresas como a Tencent, portadora do superaplicativo WeChat.

Fonte ABMES