Day: 2 de setembro de 2019

BRASIL CONQUISTA 3º LUGAR NA MAIOR COMPETIÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO MUNDO

 

Em 2019, o Brasil fez história e ficou entre os países com a melhor educação profissional do mundo. A delegação composta por 63 jovens brasileiros conquistou o terceiro lugar no ranking geral de pontos da olimpíada mundial de profissões técnicas, a WorldSkills. A cerimônia de entrega de medalhas foi realizada na última terça-feira (27/08), na Arena Kazan, na Rússia. 

As Skills (habilidades) têm poder de transformar a vida de jovens em todo o mundo. Elas ajudam a construir uma autoestima profissional e descobrir potenciais. Além disso, criam oportunidades e conectam comunidades. São a base do progresso econômico e alicerces do  mundo.

WorldSkills 2019
Lançada em 1950, a competição é bianual e cada edição acontece em um país diferente. Em 2019, o WorldSkills foi realizado em Kazan, na Rússia, de 22 a 27 de agosto. Esta edição reuniu 1.354 jovens. As 56 provas realizadas foram divididas em seis setores: Tecnologia da Construção Civil, Artes e Moda Criativa, Tecnologia da Informação e Comunicação, Tecnologia de Manufatura e Engenharia, Tecnologia de Manufatura e Engenharia, Serviços Sociais e Pessoais e Transporte e Logística.

O Brasil ficou em terceiro lugar geral. A China, que sediará a próxima WorldSkills, ficou em primeiro lugar no ranking de pontos totais. A Rússia, a anfitriã do torneio, garantiu a segunda posição e a Coreia do Sul ficou em quarto. 

Além de duas medalhas de ouro, cinco de prata e seis de bronze, a delegação brasileira ganhou certificados de excelência em 28 ocupações, nas quais os competidores ficaram acima da nota média dos concorrentes.

O Brasil tem se estabelecido entre as equipes mais vitoriosas da competição e foi a grande campeã quando o evento ocorreu em São Paulo/SP, em 2015, pela primeira vez em um país da América Latina. Na última edição, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, alcançou o segundo lugar.

História
O torneio WorldSkills, que completará 70 anos em 2020, nasceu da iniciativa de um grupo de pessoas e empresas. O movimento reúne estudantes, educadores, governos e indústrias de diferentes setores. É atualmente o maior torneio de educação profissional do planeta. 

Os desafios são realizados por jovens de até 22 anos e cada ocupação tem provas específicas, nas quais os competidores precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas e realizar provas em padrões internacionais de qualidade.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é um dos parceiros internacionais da iniciativa.

 
Fonte: ABMES

ONDE MELHORAR A EDUCAÇÃO

É um exercício complicado estabelecer uma hierarquia dos principais problemas da nossa educação. Fizemos essa tentativa no livro “Desafios da educação no Brasil”, lançado pelo Centro de História e Cultura Judaica, na ABL.

Analisamos os diversos segmentos do que se passa em nosso país, a partir do pré-escolar, carente das necessárias e prometidas creches. Faltam recursos ou vergonha na cara?

O ensino fundamental, responsabilidade municipal, até que apresenta resultados apreciáveis, pecando apenas no item relativo à qualidade, que se liga ao maior dos nossos problemas: a formação dos professores, sacrificados por salários verdadeiramente indecorosos. O que se vê, nos cursos de magistério, é uma fuga acentuada de candidatos.

Chegamos ao ensino médio, que registra um número gigantesco compondo a geração nem-nem (nem estudam, nem trabalham). Temos deficiências gritantes, notadamente em Português e Matemática, como se pode verificar pelos exames internacionais do Pisa. O Brasil ocupa uma das últimas posições do ranking.

Há uma expectativa, com a reforma do ensino médio, de que se tenha uma acentuada revisão, o que o sistema vem pedindo há muito tempo.

Sobre o ensino superior, como vimos em recente reunião da Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), em Brasília, o crescimento do setor apresenta níveis satisfatórios, mas é preciso um maior cuidado com os chamados padrões de excelência, nem sempre existentes. Onde o crescimento é exponencial — e isso deve ser assinalado — é no ensino à distância. A expansão se deu de forma notável e hoje temos quase dois milhões de estudantes nessa modalidade.

Um capítulo especial é devido ao ensino técnico. Somos partidários da formação de técnicos em nível intermediário, experiência já vivida em escolas do Rio de Janeiro, com especialização em estruturas navais. Por que não estender a iniciativa a outras áreas?

 
Fonte:  ABMES